Conhecendo Málaga - Parte I
No post anterior foi feita a descrição de como se deu o intercâmbio de língua espanhola que foi feito por mim e pela minha prima Tereza. Aqui, vamos descrever o que nós conhecemos na cidade de Málaga. Antes, porém, vale a pena situar onde a cidade está na Espanha, especialmente na Andaluzia
Conforme comentei no post anterior, Málaga é uma cidade da Andaluzia, na Espanha, localizada na costa sul do país, no Mediterrâneo. A cidade originou-se de uma colônia grega na antiguidade clássica. É a sexta maior cidade do país, com mais de 560 mil habitantes. Foi fundada pelos fenícios no século XII a.C. e incorporada à Coroa de Castela em 1487.
Málaga é chamada de capital da Costa do Sol, que se estende por 150 km ao longo da costa do Mediterrâneo (desses, 40 km estão na Cidade de Málaga). Essa zona costeira da Andaluzia é considerada um dos destinos turísticos mais importantes da Espanha, graças à suavidade do clima, às praias, à oferta de campos de golfe e aos seus inúmeros belos recantos.
Málaga, assim como toda Costa do Sol é formada por uma estreita faixa de terra entre as montanhas e o mar com uma grande variedade de paisagens. O litoral é uma sucessão de cidades, que estendem-se ao longo de toda a costa. Percebemos essa sequência de cidades no dia do bate-e-volta que fizemos a Honda, também ali por perto.
Bem, agora, vou contar um pouco do que conhecemos na cidade de Málaga.
Dia 08 de abril
Após as atividades na ENFOREX, fomos ao supermercado DIA (rede de lojas encontradas em várias cidades do sul da Espanha) próximo ao nosso alojamento para comprar mantimentos para o café da manhã, frutas e outros itens para a nossa manutenção durante a nossa estadia naquela cidade. Um aspecto que me chamou a atenção foi em relação às sacolas plásticas para carregar as compras. Não há sacolas disponíveis gratuitamente. É preciso compra-las por 0,20 euros cada uma. Assim, tivemos o cuidado de andar sempre com alguma dobrada na bolsa para economizar em compras futuras e também contribuir positivamente para o meio ambiente.
Após essas “providências domésticas”, começamos a desbravar o centro histórico de Málaga que ficava bem próximo do nosso alojamento. Como eu comentei em post anterior, a rua onde ficava a escola e o apartamento era meio sem graça. No entanto, logo que saímos da Calle Carreteria entramos numa ruela super charmosa, o que nos deixou bastante animadas.
Nesse primeiro dia andamos bastante pela Calle Larios e pelas redondezas, tomamos sorvete e depois de mais algumas caminhadas sentamos numa cafeteria ao lado da Plaza de la Constitucion para tomar um café e saborear um delicioso croissant solo (minha restrição alimentar não permitia muita extravagância nos recheios... rsrsrs). Como nesse período do ano só anoitece por volta das 21:30 foi possível aproveitarmos bastante o dia ainda com a luz do sol.
Dia 09 de abril
Após a obrigação, vem a diversão, né? Nesse segundo dia, saímos à tarde direto para a Plaza de la Constitución para explorarmos mais o centro histórico. Saímos meio “sem destino” entrando e saindo em ruelas cheias de gente circulando (em plena terça-feira a tarde). Em cada rua, uma surpresa e tudo ia acontecendo sem qualquer planejamento prévio. A cidade parece estar sempre em festa.
Um pouco da geografia da região
Málaga é chamada de capital da Costa do Sol, que se estende por 150 km ao longo da costa do Mediterrâneo (desses, 40 km estão na Cidade de Málaga). Essa zona costeira da Andaluzia é considerada um dos destinos turísticos mais importantes da Espanha, graças à suavidade do clima, às praias, à oferta de campos de golfe e aos seus inúmeros belos recantos.
Málaga, assim como toda Costa do Sol é formada por uma estreita faixa de terra entre as montanhas e o mar com uma grande variedade de paisagens. O litoral é uma sucessão de cidades, que estendem-se ao longo de toda a costa. Percebemos essa sequência de cidades no dia do bate-e-volta que fizemos a Honda, também ali por perto.
Bem, agora, vou contar um pouco do que conhecemos na cidade de Málaga.
Dia 08 de abril
Após as atividades na ENFOREX, fomos ao supermercado DIA (rede de lojas encontradas em várias cidades do sul da Espanha) próximo ao nosso alojamento para comprar mantimentos para o café da manhã, frutas e outros itens para a nossa manutenção durante a nossa estadia naquela cidade. Um aspecto que me chamou a atenção foi em relação às sacolas plásticas para carregar as compras. Não há sacolas disponíveis gratuitamente. É preciso compra-las por 0,20 euros cada uma. Assim, tivemos o cuidado de andar sempre com alguma dobrada na bolsa para economizar em compras futuras e também contribuir positivamente para o meio ambiente.
Após essas “providências domésticas”, começamos a desbravar o centro histórico de Málaga que ficava bem próximo do nosso alojamento. Como eu comentei em post anterior, a rua onde ficava a escola e o apartamento era meio sem graça. No entanto, logo que saímos da Calle Carreteria entramos numa ruela super charmosa, o que nos deixou bastante animadas.
Encontramos muitas dessas ruelas pela Espanha: sacadas floridas, comércios no térreo e as calles peatonais, exclusivas para pedestres
Caminhamos por um emaranhado de ruelas, que tornava muito fácil de se “perder” por elas. Mas nada que o Google Maps não resolva. Mais algumas caminhadas e chegamos à Plaza de la Constituicion, considerada o coração da cidade. É um espaço público aberto, um lugar de encontro onde acontecem os movimentos sócio-culturais e políticos desta bela cidade. Nesse primeiro dia pelo centro histórico de Málaga já começavam a ser instalados os palanques e toda a estrutura para a passagem das procissões da semana santa (não esqueça de ver nosso relato no post anterior sobre esse evento).
A Plaza de la Constituicion é o ponto de partida ideal para começar a explorar a cidade, porque está rodeada de pequenas ruas e praças cheias de encanto no centro histórico de Málaga, além de igrejas, palácios, museus, ruelas e bares próximos.
Na Plaza de la Constituicion começa a Calle Larios, a rua principal do centro histórico, por onde não passam carros. A rua é bem ampla, limpa, linda e organizada. Nela ficam as principais lojas, bem como muitos bares e restaurantes. Por aqui passam todas as procissões da semana santa. Observem na foto abaixo as cadeiras dobradas que estavam sendo reunidas para a montagem da estrutura do evento.
A Plaza de La Constituición. A torre da igreja de Málaga (essa no centro da foto) passou a ser nosso ponto de referência ao andar pela cidade
Na Plaza de la Constituicion começa a Calle Larios, a rua principal do centro histórico, por onde não passam carros. A rua é bem ampla, limpa, linda e organizada. Nela ficam as principais lojas, bem como muitos bares e restaurantes. Por aqui passam todas as procissões da semana santa. Observem na foto abaixo as cadeiras dobradas que estavam sendo reunidas para a montagem da estrutura do evento.
A Calle Larios, seu comércio, e as cadeiras para a Semana Santa.
Nesse primeiro dia andamos bastante pela Calle Larios e pelas redondezas, tomamos sorvete e depois de mais algumas caminhadas sentamos numa cafeteria ao lado da Plaza de la Constitucion para tomar um café e saborear um delicioso croissant solo (minha restrição alimentar não permitia muita extravagância nos recheios... rsrsrs). Como nesse período do ano só anoitece por volta das 21:30 foi possível aproveitarmos bastante o dia ainda com a luz do sol.
Dia 09 de abril
Após a obrigação, vem a diversão, né? Nesse segundo dia, saímos à tarde direto para a Plaza de la Constitución para explorarmos mais o centro histórico. Saímos meio “sem destino” entrando e saindo em ruelas cheias de gente circulando (em plena terça-feira a tarde). Em cada rua, uma surpresa e tudo ia acontecendo sem qualquer planejamento prévio. A cidade parece estar sempre em festa.
Curtindo as ruas do centro histórico
No centro histórico, encontra-se a Iglesia del Santo Cristo de la Salud. É uma igreja de culto católico, cujo edifício data dos séculos XVI e XVII e foi construído pela Companhia de Jesus. Essa igreja é a sede canônica da Irmandade dos Estudantes, que sai na Semana Santa em Málaga, a Irmandade da Escravidão Dolorosa e da Associação do Cristo da Saúde, patrono e protetor de Málaga e sua Câmara Municipal. É um dos edifícios religiosos mais importantes da cidade e é classificado como um bem de interesse cultural.
Altar da Iglesia del Santo Cristo de la Salud
Após a visita à igreja, continuamos nosso passeio pela Calle Compañía até chegarmos novamente à Plaza de la Constitucion. Como não tínhamos um roteiro prévio (e nem precisávamos...), entramos por uma rua e nos deparamos com essa mais do que charmosa fachada de um prédio. Um encanto!
Uma das muitas fachadas da cidade
Mais adiante, outra preciosidade: O bar-restaurante Málaga, de 1852, um dos mais antigos da cidade. São 167 anos de existência e ainda funciona oferecendo a seus clientes cozinha mediterrânea e internacional. Muito bem preservado e lindo. Fomos mais de um dia ao local, no entanto, não conseguimos entrar, pois estava sempre lotado.
O detalhe na fachada traz a data de abertura do estabelecimento: 1852!
Caminhamos mais um pouco e encontramos a imponente Catedral de Málaga, onde pudemos apreciar um dos lados de sua fachada. Como não conseguimos ingresso para visitar a igreja nesse mesmo dia, falarei sobre essa catedral junto com os clicks que foram feitos em outra ocasião. Segue um aperitivo com duas fotos da fachada da catedral:
Entre caminhadas, cafés, lanches e jantar encerramos mais um dia de nossa expedição para conhecer mais um pouco de Málaga. Nos próximos dias, exploramos a parte litorânea da cidade. Mas isso é assunto para o próximo post! Até lá,
Matilde







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